Inês Costa da Kwanko

Quando estamos a falar de uma empresa de performance digital, a linha da frente normalmente é ocupada por Equipas de Vendas, Marketing e Gestores de Conta. Essa é a cara da empresa face ao mercado.

Mas como em todas as boas equipas, existem pessoas que optam por trabalhar longe dos holofotes. Pessoas que fazem a diferença pela sua capacidade, perseverança e profissionalismo. A Inês Costa faz parte dessa componente da nossa equipa.

Se dependesse da Inês, nem esta entrevista teria lugar. Um pouco envergonhada, humilde e sempre longe de qualquer destaque. Mas isso não faz com que tenha menos protagonismo. Antes pelo contrário, é pela sua forma de ser agregada ao seu grande profissionalismo que se torna uma peça chave na nossa organização. De tão reservada é que detesta tirar fotografias. Daí que tivemos a ideia de fazer umas ilustrações que melhor a definissem. Espero que aprecie.

Espero que com esta entrevista, conheçam um pouco melhor uma das melhores profissionais com quem tive o prazer de trabalhar.

Lembras-te de quando entraste na Kwanko? Podes partilhar como isso sucedeu?

Sim, claro. Foi em Dezembro de 2015, coincidiu com o fecho da empresa em que eu estava anteriormente. Era uma startup. Servia de intermediário entre programadores e o mercado empresarial. Estive nessa empresa cerca de 8 anos. Coincidiu com essa minha saída que uma amiga minha que era a anterior Office Manager da Kwanko estivesse também a transitar e depois de uma entrevista com o Country Manager entrei para a equipa.

Foi praticamente um alinhamento de várias coincidências.

E quando entraste, como foi o processo de on-boarding? Isto porque apareceste naquele período de transição de Office Manager.

Foi até relativamente suave dado que a minha amiga ainda me conseguiu passar boa parte das pastas de tarefas que me competiam. Foi mais ou menos uma semana de transição. Foi o possível na altura devido às necessidades. Foi uma passagem de testemunho e arrancar.

As fontes pelas quais obtive a maior parte das necessidades e das tarefas pelas quais ficaria responsável foram-me passadas pelo Christophe, o nosso Country Manager e depois tive o apoio da nossa sede com algumas reuniões via video-conferência com os departamento mais importantes. Especialmente com aqueles com os quais teria que trabalhar mais de futuro. Nomeadamente o departamento financeiro e o de recursos humanos.

Isso leva-me a questionar algo que será extremamente difícil de explicar, mas que é essencial. O que é que a Inês Costa faz mesmo?
Inês Costa faz tudo
© Rui Nunes

É verdade… (risos) Sou chamada para arranjar o telefone. Sou chamada para quase tudo. Mas algo que assumi, talvez mais interiormente é que o Office Manager deve ser alguém que garante o vosso conforto. A vossa felicidade no dia a dia, no contexto de trabalho.

Vocês estão concentrados num contexto de negócios, de trabalho, nas vossas funções e eu estou por trás a tentar que as coisas funcionem da melhor forma possível. Seja o telefone que esteja avariado, seja o salário ao final do mês que tem que ser pago.

Por exemplo, quando eu entrei estávamos precisamente no processo de nos mudarmos do Lagoas Park para a Avenida da Liberdade e assim sendo eu assumi também essa parte. E tudo o que é inerente a isso, ou seja, demolições no outro lado, construção aqui, mudanças, tudo…

Mas algo tão abrangente como lidar com responsabilidades financeiras, logísticas, suporte, etc. deve ser algo difícil de gerir, especialmente as prioridades…

Exactamente. Realmente as prioridades, se calhar, é algo que eu ainda tenho que melhorar. Porque para mim, tudo é sempre prioritário. Desde um equipamento que avarie… mas acho que aqui usa-se bastante o bom senso. Como pode ser mais prioritário a emissão de um documento regular face a um colaborador que ficou sem o computador? Naquele momento tenho que assegurar um computador de substituição para que o nosso colega não fique sem poder contribuir. É senso comum.

Não consigo dizer taxativamente que são estas as prioridades porque depende muito do dia a dia da empresa.

Dirias que seria a tua maior lacuna?

Sim, sim… seria a gestão de prioridades. Isso e o perfeccionismo. Por incrível que possa parecer.

Hummm… não o demonstras. Mas e quais as tuas mais valias já agora?

Eu diria, o empenho e… o perfeccionismo também. É curioso porque na entrevista o Christophe colocou-me essa questão: “Qual é que era o maior defeito?” e eu disse o perfeccionismo. Ele disse que eu estava a dar uma resposta inteligente porque basicamente isso é o que qualquer empregador gostaria de ouvir. E eu respondi que era a pura da verdade.

É curioso porque no ano passado quando tivemos a nossa reunião de avaliação, eu recordei-o e disse: “não sei se estás recordado, mas eu disse-te isto…” e de facto assim é. Na vida pessoal, na vida profissional é um defeito que eu tenho mas que também é uma mais valia porque aliado a esse perfeccionismo há o empenho. E a tentativa de me superar e dar o melhor. Neste caso por vocês… não tanto por mim, mas por vocês.

Recordando as tuas experiências para além da Kwanko, na tua empresa anterior e em outras ainda. Como equiparas a tua sensação em relação à equipa, ambiente de trabalho que se vive aqui, por exemplo ?

Eu reconheço aqui o espírito de startup que encontrei na empresa anterior. E encontro uma equipa jovem, muito brincalhona, divertida, ainda assim focada em resultados e em dar o melhor de si diariamente. Isto em relação a experiência com empresas anteriores. Já no que respeita a comentários que ouço de amigos meus com outras realidades, quando comento o ambiente que é sentido aqui, quando falo dos pequenos “mimos” que temos como o snooker, o ping-pong, o FIFA, etc é curioso porque muitos apontam que é como se fosse a Google portuguesa.

O facto de saírmos juntos depois do trabalho, fazermos encontros regulares fora do trabalho é tudo algo que alimenta este espírito de amizade e companheirismo. Nós, até porque a tecnologia assim o permite, estamos sempre em contacto. Mesmo quando há um fim de semana ou quando estamos de férias é curioso como nós sentimos necessidade de comunicar com os outros.

Se o ambiente não fosse bom, acho que esse seria o período em que teríamos necessidade de “cortar” e dizer “não, não quero mais falar com eles”… porque é trabalho não é?

Sim, há sempre aquelas máximas de separar o trabalho do pessoal. E aqui sentimos uma boa mistura.

Exacto, é uma realidade. Dilui-se às vezes as relações ditas profissionais e extravasa para o ambiente pessoal.

Para alguém que como tu é mais reservada, como é que te sentes neste ambiente? De querermos ser mais que apenas colegas, mas também amigos?

Eu acho que ainda não ultrapassou os limites. E aqui, para mim, os limites são: o limite do respeito, o limite de prejudicar o trabalho de outrem. Aqui isso não se passa. Ou seja, nós brincamos mas ainda assim produzimos e apresentamos resultados. Por isso, enquanto levarmos estas premissas de importância, será saudável.

É importante manter o equilíbrio porque somos a mesma pessoa, que trabalha e que também se diverte.

Agora focando ainda mais sobre a Inês Costa… quando vieste para esta área era algo que já tinhas delineado como teu futuro, ou algo que foi progredindo para tal?
Inês Costa e o seu Futuro!
© Rui Nunes

Sim, progrediu e começou nas minhas experiências passadas. Formei-me em tradução e depois progredi para a parte de recursos humanos. Na empresa anterior solicitaram-me esse tipo de tarefas adicionalmente à tradução e foi gradual. Foi algo sem um plano delineado para ir por este caminho. Fez sentido no contexto da empresa sendo que já vinha com esse background, com essa habituação e foi dar aqui continuidade.

Isto é algo que eu gosto de fazer. Gostaria até de fazer mais formação nesta área de forma a complementar com as bases necessárias. Mas isto sem esquecer a parte da tradução que ficou um pouco lá para trás e que não dei a devida oportunidade.

Gostarias um dia de fazer um livro da tua autoria?

Se um dia surgir um tema. Não excluo, gosto de facto de me exprimir em termos de escrita, não tanto oralmente porque sou uma pessoa tímida. Mas gosto! Se um dia surgir um tema que faz sentido, porque não? Se bem que hoje em dia há tanta coisa escrita que tinha que ser algo mesmo singular que fizesse sentido escrever e publicar.

Se agora estivesses a falar para uma audiência, que lhes dirias em relação à Kwanko? Se estivessem no mercado de trabalho, por exemplo…

Em relação à Kwanko, diria que é uma aposta no futuro neste momento. Estamos numa fase de transição com umas mudanças positivas na eminência de acontecerem quer a nível internacional como local e paira sobre nós uma nuvem boa de expectativa sobretudo na minha posição. Porque se já foi uma grande transição termos mudado de Porto Salvo para a Avenida da Liberdade para algo com mais espaço, credibilidade e possibilidades… No futuro próximo o que se prevê será ainda de maior magnitude. Não podemos agora estar a dar divulgar muito mais que isto.

Apenas se pode dizer que estamos em fase de franca expansão. (risos)

Estamos constantemente em fase de contratação, penso que é sabido. Nesse panorama, estás a apoiar esse estágio?

Sim, fazer o on-boarding dessas pessoas. São mais pessoas para satisfazer. Mas sem descurar o facto de que já existe aqui um grupo coeso. Uma pessoa nova que entra é como uma peça que introduzimos num ambiente já bastante consolidado. É preciso algum cuidado.

Quando se entra num ambiente bastante coeso como é o caso, é sempre complexo que os novos colaboradores obtenham logo o nível de confiança que temos com as pessoas que estão na equipa há mais tempo, mas é algo que se obtém com alguma facilidade se der a essa abertura. Aqui também existe uma cultura quase de member-get-member em que se privilegia pessoas referenciadas pela própria equipa. Isso também ajuda porque normalmente tem um “embaixador” que se encarrega de fazer essa ponte com os restantes colegas.

A ideia é levar tudo o mais na brincadeira possível, mas com responsabilidade. Temos objectivos e resultados que têm de ser cumpridos. Apenas com entre-ajuda conseguimos atingi-los.

Sentes-te reconhecida aqui?

Sim, sinto-me reconhecida e nisto, já o disse várias vezes, agradeço ao Christophe, porque ele é um excelente líder. É uma pessoa que não tem problemas nenhuns em dizer um “Obrigado”. E faz todo o sentido! Isso tem muito mais valor para mim que mais um zero na conta. Desde o início que é uma pessoa que sabe reconhecer e que sabe agradecer o trabalho e isso, por si só, é motivador.

Conhecer Melhor a Inês Costa
© Kwanko
Para Concluir…

Resta apenas dizer que a Inês Costa é reconhecida por toda a equipa como uma peça fundamental. Sentimos que realmente se preocupa connosco e com o nosso bem-estar no trabalho que desenvolvemos. O empenho com que se dedica a todos os aspectos do seu trabalho reflectem-se nos resultados gerais da delegação. Daí o nosso obrigado!

A sua timidez leva a que igualmente não aprecie tirar fotos e um destaque desta forma. Portanto, creio ter encontrado uma boa alternativa. Umas ilustrações que demonstram na medida do possível a forma como vemos a nossa Inês.

Espero que tenham a oportunidade de a conhecer em pessoa no futuro. Vale a pena!

Obrigado também pela sua atenção. Dentro em breve partilharemos temas certamente muito úteis dentro da área.

Tags : entrevistakwankorecursos humanos
Rui Nunes

The author Rui Nunes

Head of Acquisition Kwanko Portugal | Emailbidding Manager Portugal

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